sexta-feira, 25 de abril de 2008

Não me esqueci.

"We can't ignore the genocide in Darfur"
Barack Obama aka o futuro dos U.S.A

domingo, 2 de dezembro de 2007

Nunca Mais.

Isto faz parte de uma campanha de anúncios televisos.

Passaram na América, na semana em que os líderes mundiais se reuniram para deliberar sobre assuntos relacionados com a ONU e mesmo com Darfur.


Never Again.


domingo, 18 de novembro de 2007

O silêncio mata mas a voz salva. (*)


Fazer um blog é fácil.

Ter a disponibilidade para o actualizar diariamente é que é difícil.

Sabem quantas pessoas é que já morreram desta a ultima vez que postei? Centenas. Milhares. Centenas de milhares até.

Agora, deixem me explicar vos a razão deste conflito. Enumerando os porquês e dando a estes respostas simples.

Darfur situa-se no oeste do Sudão, um país que esteve durante anos sob jugo imperial da Grã-bretanha. Desde a sua independência que foi fustigada por uma guerra (que cresceu aos poucos de tom) entre o Norte e o Sul. O norte, na sua maioria árabe, era governado com base no fundamentalismo religioso e esses governos quiseram manter o Sul sobre o seu poder. Por outro lado, o Sul é na maioria população africana, habituada a ser explorada como escrava pelo Norte.

Antes da colonização inglesa, Darfur era independente de Cartum (Norte). Mas durante a guerra entre o Norte e o Sul, o exército de Cartum usou crianças e jovens de Darfur como soldados – janjawid para combater os grupos armados do Sul. Embora, o governo da região negue o apoio destas milícias armadas, tem prestado assistência militar a estes grupos acusados de violarem os direitos humanos.

Contudo, Darfur manteve-se uma região pacífica e, até há relativamente pouco tempo, afastada do conflito. Havia paz mesmo entre os pastores nómadas árabes e o resto da população africana.


A “limpeza racial”.

Em 2003, os movimentos em prol da independência do Sul começaram a ganhar voz em Darfur. O que não agradou ao governo de Cartum que ordenou uma intervenção militar. Ao mesmo tempo iniciou uma campanha que exacerbava o racismo e armou os pastores árabes que faziam verdadeiras incursões assassinas ás populações africanas.

A comunidade internacional (TIPO, NÓS) ia fazendo de conta que nada se estava a passar. Incapazes de ajudar, impotentes e afónicos. Enquanto isso, lá longe o governo de Cartum deu inicio à matança. Os números falam por si: 3.000 - o número de ataques a comunidades e aldeias (o que faz uma média de cerca de 60 ataques por mês) e entre 200.000 e meio milhão de vítimas mortais. É preciso mais ainda para fazer com que a ONU declare o caso como “genocídio”?

O povo de Darfur foi forçado violentamente a sair das suas casa e a mudar se em massa para campos de refugiados que ainda assim são vítimas de ataque de grupos militares de Cartum. O número de pessoas obrigadas a deixar os seus lares está estimado em 2.000.000, provocando uma grande crise humanitária na região. Crianças que são violadas diariamente e outras que não vão viver o tempo suficiente para atingir a maioridade.

A independência do Sul vai a referendo em 2011.



(*) Slogan do site por Darfur.

Fontes :
por Darfur.
Wikipedia: Darfur - Historia de um Conflito.



sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Darfur: O início.

Confesso que já não me recordo a primeira vez que ouvi essa palavra “Darfur”. Ela introduziu se de tal maneira no meu quotidiano e era usada por professores, amigos com uma banalidade que agora acho assustadora.

Na altura, para mim, Darfur era sinónimo de “fotos de meninos de barriga inchada e música pirosa e lamechas” tão característica daqueles anúncios cujo único objectivo é comercializar uma causa. Nem sequer sabia localizar a cidade de Darfur no mapa.

Um dia lembrei me de pesquisar sobre o assunto e fiquei perplexa com o que encontrei. A velha luta pela primazia da raça, mas pior todo o massacre de inocentes que foi deixado como rasto. Alguém tem que fazer alguma coisa. Há alguma frase que eu possa dizer que não vai soar a cliché? Todo o mundo observa e emite sons de indignação ao ver imagens de pessoas cortadas a meio mas muda de canal! E Darfur assim permanece : esquecido.

Não vou seguir a corrente, não vou ser indiferente.

Vou fazer barulho.

Vou salvar Darfur.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007